Beyond

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Se pensar em intensidade ao invés de tensidades, aonde é que o ser vivo dançante pode ir parar?!

Talvez parar é que ele não vai.

Acredito que vai se mover além. Não para o além, mas simplesmente além. 

Se mover além. 

É para mim atravessar fronteiras. 

Temos muitas fronteiras que nos seguram como o que somos:

A pele segura o todo de dentro do corpo.

A roupa segura o corpo.

A sociedade segura nossa expressão (seja movimento ou aparência ou …)

A religião traça linhas

O ser humano constrói paredes, muros, grades, atos, venenos…

A mãe/pai dizem não

O dinheiro cria regras…

 

São muitas as fronteiras. 

 

E se passarmos a pensar nas intensidade ao invés das tensidades?!!

Intensidades como (parafraseando Debora Hay) pensar que cada uma das células do corpo faz o convite para ser vista. Não assumir que nossa dança tem uma frente (limitada pelo palco). Nossa dança pode ir além.

Algo que chega a ser tão pessoal (intimo) como universal.

(é um sentimento de vida a toda e cada parte do corpo, que faz parte do movimento e participa da mesma forma, compartilhando das mesmas intensidades…)

O corpo intenso pulsa.

a pulsação conduz o movimento (que não estagna na fronteira da mente). Flui em intensidade, em qualidades, em características. 

O artista como a fonte, o veículo e o material. Que faz circular o ciclo espiral da vida (como a respiração que nunca fecha um ciclo pois cada nova respirada já se está a um passo adiante na vida). 

Cada movimento que fazemos (artisticamente) é assim também. 

Um ciclo espiralado composto de intensidade (movimento, pensamento, sentimento, sensação, reação, contracção, relaxamento…).

O artista que trás do material e leva para o imaterial e volta para o material em outro lugar. 

É visível e invisível, depende sempre dos olhos que vêem. Do ouvido que escuta, do toque que sente, do gosto degustado, do cheiro… do arrepio.

É além.